Ele Ganhava R$ 20 Mil por Mês e Mesmo Assim Largou Tudo: A História Real do Meu Amigo (E o Preço da Virada)

Eu vi de perto meu amigo largar a Microsoft ganhando R$20 mil/mês para viver do digital. A verdade sobre transição, renúncias e o que realmente faz alguém vencer.

Eu vou te contar uma história que sempre mexe com a cabeça de quem me acompanha, porque ela desmonta aquela desculpa clássica de “ah, mas pra você foi fácil, você não tinha nada a perder”. Essa história não é sobre mim. É sobre um amigo meu, o Cléber. 

E o motivo de eu trazer isso pra um artigo de blog (e não só em vídeo) é simples: tem gente que precisa ler, reler e deixar cair a ficha com calma. Porque no fundo, essa história não é sobre largar emprego. É sobre entender o que separa quem muda de vida de quem só coleciona vontade.

O Cléber era engenheiro na Microsoft. Um cargo forte. Uma carreira previsível. E um salário que, pra muita gente, já seria “cheguei lá”: R$20 mil por mês. Fora os benefícios pesados: convênio top, estrutura, viagem internacional, tudo pago, tudo organizado, aquela vida que por fora parece perfeita. 

E aí vem a parte que quase ninguém entende: mesmo com tudo isso, ele decidiu sair. Sim, ele largou. E não foi porque estava “passando necessidade”, não foi porque “odeia CLT”, nem porque era modinha. Ele largou porque enxergou um teto. E quando você enxerga o teto, você pode até continuar ali… mas algo dentro de você começa a morrer devagar.

Eu lembro bem quando ele começou a se aproximar desse mundo. Ele sempre foi um cara muito fechado no ecossistema corporativo

e não estou falando isso como crítica. Faz sentido. Quando você está dentro de uma multinacional desse nível, o mundo vira aquilo: metas, carreira, promoções, viagens, performance. Só que eu, do meu lado, já estava vivendo uma realidade totalmente diferente. 

E eu acho que foi em 2021 que ele começou a olhar e pensar: “calma aí… tem um outro jogo acontecendo”. Teve um dia que ele me chamou e falou que tinha comprado meu treinamento (na época, o GPA) para estudar. 

E isso foi um ponto importante: muita gente tem amigo com curso e quer tudo de graça. Eu sempre falei: quem a gente tem que pagar é justamente nossos amigos, porque a gente sabe o quanto dá trabalho construir um método, organizar conteúdo, criar suporte, montar produto. Ele foi lá, comprou, estudou e terminou. E quando ele terminou, a cabeça dele virou.

Ele me falou algo que eu nunca esqueci: “Eu tenho um salário alto aqui, mas eu tô fadado a um teto. O que eu quero de verdade eu não vou conseguir aqui dentro.” E aí entra um termo que ele mesmo usou e que é perfeito: algema de ouro. Você está preso…

 só que preso com conforto. Preso com salário bom. Preso com benefícios. Preso com estabilidade. E isso é perigoso, porque esse tipo de prisão não parece prisão, parece sucesso. Só que, por trás, tem um preço invisível: o preço de nunca descobrir do que você seria capaz se estivesse jogando o jogo por você.

Agora deixa eu te trazer o contraste que mais dói em muita gente. Quando eu saí do meu emprego lá atrás, eu ganhava coisa de R$ 2.240. Eu era solteiro, não tinha nada montado, minha vida era simples. Se desse errado, eu voltava pra mesma vida. 

Eu não considero nem que foi coragem, foi meio óbvio: eu já não tinha tanto conforto assim pra defender. Agora, no caso dele? Aí sim é coragem. Porque ele tinha muito a perder. E é por isso que eu sempre uso essa história quando alguém me fala: “Caio, eu ganho 2 ou 3 mil e tenho medo de sair do emprego.” Eu olho isso e penso: medo do quê? Você tem mais a ganhar do que a perder. 

No caso do Cléber, ele já tinha uma vida de classe média alta, com qualidade, e mesmo assim decidiu atravessar o deserto. Então, se você está num nível abaixo, a sua sede deveria ser maior e não menor.

Só que tem uma parte dessa história que a maioria não quer ouvir, porque não dá pra romantizar: a queda antes da subida. Ele começou a testar em 2021. Em 2023 ele já pensava em sair. Mas ele não saiu no impulso. Ele planejou. Ele se preparou psicologicamente e financeiramente para um período de transição. Ele saiu de fato em 2024. 

E quando ele saiu… ele ainda não tinha “estourado”. Ele ainda estava capinando. Ele ainda estava batendo cabeça. E aqui está o segredo que quase ninguém aplica: ele sabia que ia precisar fazer downgrade do estilo de vida.

Isso aqui é o que separa quem sobrevive na transição e quem quebra: você não pode sair do emprego e tentar manter a mesma vida com uma renda instável no começo. Você precisa ajustar o padrão pra caber no plano. 

E ele fez isso com consciência. Eu lembro de um detalhe que virou piada entre a gente: a academia dele em São Paulo custava R$650. Depois que saiu, virou R$9,90. Uber o tempo todo? Virou andar a pé, ônibus, o que desse. Saídas, jantares, conforto, gastos invisíveis… tudo foi reduzido por um tempo. E não foi “castigo”. Foi estratégia. Porque se você não cria margem, você perde o fôlego no meio da travessia.

E aqui entra uma verdade que eu repito há anos: não é o dinheiro que sobra, você tem que fazer o dinheiro sobrar. A maioria fala “não tenho dinheiro pra investir”, mas a verdade é que muitas vezes não tem gestão. E quando eu decido construir algo novo, eu paro de esperar sobrar e começo a forçar sobrar. Corto assinatura, corto supérfluo, corto vaidade, corto coisas que eu “gosto”, mas que não me levam pra onde eu quero. 

Porque quando você entende que está comprando futuro, você para de tratar renúncia como perda. Você começa a tratar renúncia como investimento.

Aí vem a parte que muita gente usa como motivo pra desistir: “Mas demorou 4 anos.” Sim. Demorou. E exatamente por isso deu certo. Porque a maioria não aguenta o tempo de processo. O que é engraçado é que as pessoas acham 4 anos muito longo… mas aceitam viver 30 anos do mesmo jeito. Não querem passar 4 anos construindo… mas passam décadas no limite. Isso é loucura. 

O Cléber aguentou o que quase ninguém aguenta: o período em que ainda não parece que vale a pena. O período em que você está fazendo o certo, mas o resultado ainda não chegou no nível que você imaginou. O período em que o seu ego grita: “volta pro seguro”. E ele não voltou.

E aí, quando a virada veio, veio de verdade. Ele começou a bater metas grandes. Teve um momento em 2025 que ele me mandou uma mensagem que me marcou: ele fez R$100 mil em um dia numa operação (foi coprodução, não foi afiliado puro, porque ele testou vários caminhos até se encontrar). 

E eu gosto de falar isso porque também é real: ele não ficou 4 anos fazendo uma coisa só do mesmo jeito. Ele testou, tentou, aprendeu, ajustou, até achar o melhor encaixe pro perfil dele. Só que, mesmo mudando de rota, ele manteve o que importa: constância e decisão.

Isso é o que quase ninguém entende: o problema não é errar. O problema é transformar erro em sentença. A pessoa tem seis meses e já fala “não é pra mim”. Tenta um ano e diz “o mercado saturou”. Investe 3, 4, 5 mil e trata isso como se fosse o fim do mundo. E eu te falo com respeito: isso é pouco perto de qualquer empreendedorismo real. Pergunta pra qualquer pessoa que montou um negócio físico quanto tempo ela ficou no negativo até virar. A internet é um dos poucos jogos onde dá pra aprender com custo menor, mas você precisa aceitar que aprendizado custa tempo e tentativa.

A transição é a fase mais pesada. Porque você está em dois mundos ao mesmo tempo: você tem vida real, responsabilidades, família, rotina… e ainda tem que estudar e executar. Muitas vezes você vai acordar mais cedo e dormir mais tarde. Vai ter que abrir mão de certas coisas por um período. 

Vai ter que se tornar menos disponível. Vai ter que parar de viver “como sempre viveu” se quer um resultado que nunca teve. E essa parte dói, porque mexe com identidade. A maioria quer a vida nova sem virar a pessoa nova. Só que não dá.

E é por isso que eu conto essa história: pra você parar de achar que o seu problema é estratégia, plataforma, ferramenta ou “o mercado”. Na maioria das vezes, o seu problema é que você quer um resultado novo mantendo o mesmo estilo de vida, a mesma rotina, os mesmos gastos, as mesmas distrações, a mesma pressa e a mesma necessidade de garantia. 

E eu não julgo, porque é humano. Só que se você quer que 2026 seja um ano diferente, você precisa entrar no jogo de verdade e entrar no jogo de verdade significa pagar um preço que a maioria não paga.

Eu também não posso terminar isso sem te contar um detalhe que fecha essa história de um jeito meio louco. O Cléber é aquele amigo que, por muitos anos, me bancou em rolê. Literalmente. A gente saía, eu não tinha grana, ele já sabia e pagava. 

Muitas e muitas vezes. E quando eu comecei a ter dinheiro, eu tentei “retribuir” uma vez numa viagem em Trancoso e aí virou uma das histórias mais engraçadas (e humilhantes) da minha vida: eu falei “hoje é por minha conta”, empolguei, bebi, pedi um monte de coisa cara… e na hora de pagar, ele errou a senha do cartão três vezes e o cartão bloqueou. Resultado: eu não paguei nada. 

Ele pagou tudo de novo. “Nada mudou”, como ele mesmo falou depois. Só que o mais louco é que no dia seguinte, numa ressaca absurda, eu fui pra praia tomar ar… e foi ali que eu conheci a Paola. Ou seja: foi a melhor ressaca da minha vida. 

E, de certa forma, foi também um lembrete de como decisões pequenas e momentos aparentemente ruins podem virar chave pra coisas enormes.

No fim, a mensagem é simples, mas não é fácil: histórias de sucesso são simples, só que custam. Custam tempo. Custam renúncia. Custam constância. Custam ajuste de vida. Custam maturidade emocional pra passar pelo período em que você ainda não tem prova, mas já tem decisão. O Cléber não “deu sorte”. 

Ele sustentou o processo. Ele aceitou o downgrade. Ele continuou quando ainda não estava bom. E por isso hoje ele vive outra realidade.

Se você está lendo isso e pensando “4 anos é muito”, eu só te faço uma pergunta: quanto tempo você está disposto a continuar exatamente onde está? 

Porque o tempo vai passar de qualquer jeito. A diferença é se você vai usar esse tempo pra construir a sua virada… ou pra justificar por que não começou.

Se você quer ver essa história com todos os detalhes, do jeito que eu contei no vídeo, com as cenas, os bastidores e as partes que não cabem no texto, assiste agora no YouTube:Ele ganhava 20 mil por mês e mesmo assim largou

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Caio Calderaro